PERCURSO INTERPRETATIVO DE MÓS

Extensão: 6km | Duração: 3h | Altitude: 603m a 752m | Tipo: Circular | Sentido aconselhado: sentido dos ponteiros dos relógios | Dificuldade: Média

(Fotos: Valter Cavaleiro)


Com início e fim na aldeia de Mós, este percurso é ricamente preenchido por um vasto património edificado que ostenta esta localidade, onde se destaca, entre outros, a antiga forja comunitária, a fonte de mergulho, o lavadouro público, os pombais, o museu rural e a igreja paroquial. O percurso percorre-se por caminhos agrícolas, onde é possível contemplar os soutos preenchidos por castanheiros seculares (Castanea sativa), que teimam a resistir a erosão dos tempos e reboredos onde domina o carvalho negral (Quercus pirenaica).

Descendo em direção a ribeira do Penacal, a paisagem muda de cor. Os carvalhos dão agora lugar às azinheiras (Quercus ilex) também denominadas por carrascos. Junto a linha de água podem ser contempladas cortinas arbóreas ribeirinhas de choupos (Populus alba), amieiros (Alnus glutinosa), salgueiros (Salix viminalis), freixos (Fraxinus excelsior).

Ao longo de todo o trajeto a presença de líquenes é constante. Esta simbiose entre algas e fungos constitui-se como um bioindicador da qualidade do ar. São, de facto, extremamente sensíveis à poluição atmosférica. Assim, caminhar na presença destes singulares seres vivos indica-nos que o local onde nos encontramos apresenta um ar ausente de poluição, pelo que é um privilégio encher bem os pulmões e deixar o ar entrar na nossa alma.

Junto ao moinho comunitário faça uma pausa e desfrute de momentos agradáveis em contacto com a natureza, que permitirá desfrutar de toda a envolvente, rica pela sua biodiversidade e tranquilidade. Deixando para trás o moinho, por um caminho que conduzirá ao lugar onde teve início o percurso e à medida que se vence em altitude, o visitante é acompanhado por exemplares únicos de fauna e flora, lameiros e pequenas horta que enriquecem a paisagem, e atestam a biodiversidade do local.

De regresso a Mós, não deixe de visitar o Museu Rural onde a estão albergados alguns instrumentos que fazem parte da memória do povo da aldeia. No mês de Novembro podem-se observar várias pessoas na apanha da castanha, uma das fontes de rendimento da população.

O "Percurso interpretativo de Mós" alberga ainda as mais variadas espécies faunísticas, sobretudo aves, que tem o mosaico agrícola e as zonas de mato como habitats prediletos, pois serve de abrigo e fonte de alimentação das mais variadas aves, destacando-se a alvéola-comum (Motacilla alba), a cegonha-branca (Ciconia ciconia), a andorinha-dos-beirais (Delichon urbicum), o pardal (Passer domesticus), o melro (Turdus merula), o pintassilgo (Carduelis carduelis), verdilhão (Carduelis chloris), o picanço-barreteiro (Lanius senator) e o tartaranhão-caçador (Circus pygargus). Para além das aves também os mamíferos, como gineta (Genetta genetta) e o lobo (Canis lupus), escolhem zonas de matos e de florestal para se instalar. Para além da fauna inumerada anteriormente o visitante poderá ainda encontrar outras espécies, como a cobra-rateira (Malpolon monspessulanus), a lagartixa-ibérica (Podarcis hispânica), a lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus L.), rã-iberica (Rana iberica), a rã-verde (Rana perezi), o tritão-marmorado (Triturus marmoratus), entre outros. As alterações cromáticas conjugadas pelas estações do ano recriam esta paisagem e motivam repetidas visitas.

Abaixo pode descarregar o Mapa do PercursoFolheto do Percurso, uma Checklist a realizar durante o percurso e o respetivo Track para o GPS

Track GPS -Percurso (Google Earth)