Infraestruturas de apoio à Educação Ambiental

Na aldeia encontramos algumas infraestruturas que têm vindo a ser recuperadas evidenciando a preocupação da autarquia na valorização do seu património construído.

(Fotos: Valter Cavaleiro) 


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Para saber mais detalhes sobre algumas das peças existentes no Museu Rural, Clique AQUI.

Museu Rural

Inaugurado a 6 de agosto de 2006, O Museu rural de Mós, encontra-se instalado num edifício recuperado que outrora teve funções de palheiro e loja de animais.

Este espaço está preenchido com todo o tipo de objetos e artefactos que fizeram parte da vida quotidiana da população local, que tinha no mundo rural a sua forma de vida. Os objetos apresentados transmitem conhecimentos de uma sociedade rural, pertencente ao passado, mas ainda suficientemente próxima para ser espaço de partilha de memórias e de referência identificada que une e identifica diferentes gerações. Aqui são exibidos artefactos que levam o visitante numa verdadeira viagem ao passado recuperado através de elementos etnográficos que mostram como as tarefas eram desempenhadas há alguns anos atrás.


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Forja Comunitária

A forja comunitária era uma oficina do povo onde, de acordo com regulamento próprio, aguçavam as enxadas, enxadões, picos, machadas, relhas do arado e também se faziam ou concertavam outros utensílios metálicos: dobradiças, trasfogueiros, grades, ferraduras, aros dos carros de bois.

A forja era instalada numa casa térrea, geralmente de pequena dimensão. Tinha no interior um maciço de pedra, onde se colocavam as brasas de azinho e sobro, designada como fornalha e sobre ela uma pedra vertical, com um buraco onde passava o bico do fole, construído em madeira e couro, de grande dimensão acionado por uma alavanca manual.

Próximo da fornalha estava o cepo com a bigorna, também designada cavalete ou safra, onde o malho moldava o ferro e também a pia com água para o temperar. O conjunto integra ainda algumas ferramentas para forjar o ferro: calcadores, talhadeiras, ponteiros, tenazes, entre outros. 


Estas fontes eram locais de encontros onde se convivia, se davam e recebiam noticias e também se namorava.  

Fonte de Mergulho

Antes da chegada dos chafarizes com água canalizada e condições de asseio, a água para abastecimento das nossas aldeias repousava nas fontes de chafurdo, ou de mergulho, onde se enchiam caldeiros e cântaros e outros recipientes.

A origem do nome deve-se ao facto de que para retirar a água da fonte era necessário mergulhar o recipiente utilizado para o transporte (cântaro, "pechorra", ou outro) introduzido diretamente na água da fonte, com a própria mão, ou seja, mergulhado, e daí o nome Fonte de mergulho. Para proteção era construída uma meia cúpula de pedra, com maior ou menor estilo, mas deixando sempre suficiente espaço para o manobrar do cântaro ou do caldeiro. Muitas fontes deste género estavam desniveladas em relação ao solo, sendo necessário construir uma escada de acesso, pela qual se descia até à tomada da água. 


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Antiga escola primária

(Recuperada)

Este local, outrora uma escola primária que recebia as crianças da aldeia, foi recuperada e transformada num local polivalente onde decorrem várias atividades. É um ponto de referência para a maioria das atividades da ASPEA-Bragança. Aqui acontecem as refeições de convívio, palestras e apresentações e é o local de inicio de muitas atividades, inclusivé dos percursos pedestres.

O espaço está equipado com sala com lareira, cozinha e WC. O espaço circundante permite acampar no local e fazer atividades ao ar livre. 


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Moinho (ribeira de Mós)

O moinho comunitário ou do povo, localizado junto a ribeira do Penacal, construído em xisto de planta retangular, encontra-se atualmente e desativado.

No seu interior encontra-se ainda o mecanismo da moagem. Era um moinho de inverno e praticamente só trabalhava nessa estação do ano. Outrora, a sua conservação e manutenção estava a cargo do "concelho do povo". Todos os habitantes da aldeia tinham o direito de moer o seu cereal à vez.

Este processo era executado pela força da água corrente que era desviada do deu curso normal através de uma levada e entrava no moinho pelo cubo (tubo de pedra) que por sua vez fazia rodar os rodízios de madeira que estavam ligados as mós (pedras lisas em formato circular) que giravam e trituravam os grãos de cereais (centeio e trigo), transformando-os em farinha.